Uma recente ação do governo dos Estados Unidos contra a fintech Capstone, sediada na República Dominicana, acabou respingando na Tether, emissora do USDT — stablecoin que busca manter paridade de um para um com o dólar americano. As autoridades americanas apreenderam recursos em contas e carteiras digitais associadas à intermediária sob acusações de movimentação ilícita de capitais.

A Capstone atuava como ponte de pagamentos para o EQIBank, instituição financeira parceira da Tether. Como consequência do bloqueio estatal, o banco enfrenta riscos operacionais e de liquidação, mantendo suas atividades sob investigação e parte dos fundos congelados.

Divergência nos valores apreendidos e resposta da emissora

Os dados sobre o montante exato retido na operação apresentam variações conforme as estimativas divulgadas. Um documento judicial relacionado ao caso cita o confisco de US$ 79 milhões em contas bancárias e em tokens USDT. Por outro lado, o EQIBank solicita a devolução de US$ 89 milhões, valor que corresponderia a cerca de 80% do patrimônio da intermediária. Já no que tange à exposição direta da Tether, estimativas do mercado apontam que a emissora teria em torno de US$ 64 milhões vinculados ao banco parceiro.

Procurado para comentar o assunto, um porta-voz da Tether buscou tranquilizar os investidores ao afirmar que os recursos no EQIBank representam menos de 1% do total de reservas do USDT. De acordo com a empresa, mesmo que a instituição financeira venha a fechar as portas, a liquidez e o funcionamento da principal stablecoin do mercado não serão afetados.

Contexto bancário e impacto no mercado cripto

O episódio amplia os desafios da Tether no relacionamento com o sistema bancário tradicional. Recentemente, a empresa também iniciou um processo judicial no Brasil para tentar reaver R$ 1,6 bilhão junto ao Banco Master. Para quem utiliza ativos digitais, esses eventos ressaltam a importância de acompanhar como as emissoras gerenciam suas reservas e lidam com intermediários financeiros.

Apesar das incertezas no setor bancário, o mercado cripto reagiu de forma estável. Dados compilados pela live do CriptoMonitor indicam que o Bitcoin opera negociado a US$ 83.905, com leve variação positiva de 0,21% em 24 horas, enquanto o Índice de Medo e Ganância marca 74 pontos, sinalizando um sentimento de ganância entre os participantes.

No ecossistema de derivados, o volume de posições encerradas obrigatoriamente nas corretoras Bybit e OKX somou US$ 25 milhões nas últimas 24 horas. Desse total, US$ 17 milhões correspondiam a ordens de compradores (longs, que apostavam na alta) e US$ 7,6 milhões a vendedores (shorts, operando na baixa), mostrando um cenário de liquidações contido no momento.

O que o mapa de liquidações mostra agora

  • BTC a US$ 83.905 (▲ 0,21% em 24 h)
  • US$ 25 milhões liquidados nas últimas 24 h em Bybit e OKX: US$ 17 milhões de compradores (longs) e US$ 7,6 milhões de vendedores (shorts)
  • US$ 237 mil em posições liquidadas na última hora (todas as moedas monitoradas)
  • Índice de medo e ganância: 74 (ganância)
  • Moeda do momento na live: AERO

Dados de 26/09/2026 às 10:50 (Brasília), da nossa live 24 h. Acompanhe ao vivo no YouTube.

Ferramentas para acompanhar agora

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