O mercado de criptomoedas registrou perdas de US$ 766,49 milhões em setembro devido a ataques cibernéticos. O valor representa um salto de aproximadamente 462% em comparação aos US$ 136,3 milhões registrados em agosto, de acordo com dados divulgados pela empresa de segurança PeckShield. O resultado aponta setembro como o pior mês do ano para a segurança do setor, superando o recorde anterior de abril, quando os prejuízos somaram US$ 646,89 milhões.

Aparando o cenário de alerta com o aumento das invasões, o Bitcoin opera estável nesta semana, cotado a US$ 83.962, com uma leve alta de 0,22% nas últimas 24 horas. Na live do CriptoMonitor, o volume de liquidações na última hora soma US$ 38 mil nas corretoras Bybit e OKX, considerando todas as moedas monitoradas. O índice de medo e ganância está em 74 pontos, o que indica um sentimento de ganância entre os investidores, enquanto a MOVR se destaca como a moeda do momento em nossa transmissão.

Concentração dos ataques em duas plataformas

Os dados de segurança apontam que apenas dois incidentes concentraram a maior parte do prejuízo de setembro, somando US$ 707 milhões. A corretora Bitget sofreu o maior ataque do ano, com perdas estimadas em US$ 387 milhões. Já a Liquid Network registrou um prejuízo de cerca de US$ 320 milhões. No entanto, pessoas que alegaram agir como "hackers éticos" (especialistas que encontram falhas para ajudar a corrigi-las) devolveram a maior parte desse montante, o que inclui 3.400 BTC.

Outras recuperações ajudaram a reduzir os danos no período. Um robô de valor extraível máximo (MEV) resgatou US$ 7,81 milhões, e o Payment Processor V2 recuperou US$ 3,4 milhões dos US$ 6,6 milhões perdidos. Fora os dois grandes casos, a PeckShield contabilizou outros 53 ataques que somaram US$ 59 milhões em perdas, o que engloba o cassino Duelbits, com prejuízo de US$ 7 milhões, e a Nostra, com perda de US$ 3,5 milhões. Ao todo, setembro registrou 55 grandes invasões, superando as 50 ocorrências de agosto.

Falha de segurança na Bitget começou em agosto

A investigação sobre o caso da Bitget revelou que a invasão às suas carteiras quentes (sistemas de armazenamento de criptomoedas conectados à internet) começou semanas antes da transferência dos fundos. Um relatório da empresa de segurança SlowMist aponta que a atividade maliciosa inicial ocorreu em 31 de agosto. O invasor explorou uma vulnerabilidade do tipo "zero-day" (uma falha de segurança até então desconhecida pelo desenvolvedor) em uma solução de segurança de terceiros.

Os investigadores também encontraram um programa personalizado para saques em arquivos que o próprio invasor havia apagado. Embora a SlowMist não tenha identificado publicamente o responsável pelo ataque, a CEO da Bitget, Gracy Chen, apontou anteriormente a suspeita de envolvimento de hackers da Coreia do Norte na ação.

Para entender melhor

O que o mapa de liquidações mostra agora

  • BTC a US$ 83.962 (alta de 0,22% em 24 h)
  • US$ 38 mil em posições liquidadas na última hora (todas as moedas monitoradas)
  • Índice de medo e ganância: 74 (ganância)
  • Moeda do momento na live: MOVR

Dados de 01/10/2026 às 09:11 (Brasília), da nossa live 24 h. Acompanhe ao vivo no YouTube.

Ferramentas para acompanhar agora

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