O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liberdade de um homem preso com uma carteira de criptomoedas da marca Trezor. A decisão manteve a prisão preventiva de Gilvan nesta terça-feira (29). O investigado foi detido no fim de 2025 e figura como um dos alvos da Operação Primus, deflagrada na Bahia contra uma organização criminosa acusada de lavar dinheiro e adulterar combustíveis.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam o dispositivo físico com o acusado. Na decisão, Moraes registrou que a apreensão do equipamento de autocustódia serviu de base, logo na audiência de custódia, como um indicativo da sofisticação dos métodos empregados para a ocultação de valores. As autoridades não informaram se conseguiram acessar a chave do aparelho ou se havia algum saldo sob custódia dele.
Bloqueio bilionário e rede em postos de combustível
A apuração sobre o grupo gerou ordens judiciais de sequestro e bloqueio que superam R$ 6,5 bilhões em bens. O inquérito apontou uma estrutura de postos de gasolina controlada por empresas de fachada e pessoas registradas como laranjas, responsáveis pela movimentação de R$ 34 milhões no intervalo de seis meses. O esquema também utilizava transportadoras próprias para abastecer os pontos de venda com produtos adulterados.
A defesa recorreu ao STF após tentar a soltura, sem sucesso, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O réu tem ligações com empresas familiares e laços contábeis irregulares com negócios do irmão, de acordo com o Ministério Público. Os bens e as criptomoedas continuam retidos pelo poder público até a conclusão das investigações e o julgamento do caso.
O uso de hardware wallets e o cenário das negociações
A menção ao equipamento no processo chama a atenção de quem utiliza ativos digitais. Uma hardware wallet (dispositivo físico que armazena chaves privadas sem conexão com a internet) serve para evitar a custódia em plataformas terceirizadas, sendo uma ferramenta comum de segurança pessoal. No processo penal, a posse do item foi interpretada pelo magistrado como indício de blindagem patrimonial deliberada.
Em paralelo aos desdobramentos jurídicos sobre ativos digitais, o mercado opera em estabilidade. O Bitcoin é negociado a US$ 83.505, em queda de 0,13% no período recente de 24 horas. Segundo dados da live do CriptoMonitor, as plataformas Bybit e OKX registraram US$ 30 milhões em liquidações no mesmo intervalo, sendo US$ 18 milhões de posições compradas e US$ 12 milhões de vendidas. O índice de medo e ganância marca 73 pontos, indicando apetite a risco entre os participantes.
Para entender melhor
- Liquidação em cripto: o que é, como é calculada e como evitar
- Índice de Medo e Ganância: o que mede e como interpretar
O que o mapa de liquidações mostra agora
- BTC a US$ 83.505 (queda de 0,13% em 24 h)
- US$ 30 milhões liquidados nas últimas 24 h em Bybit e OKX: US$ 18 milhões de compradores (longs) e US$ 12 milhões de vendedores (shorts)
- US$ 344 mil em posições liquidadas na última hora (todas as moedas monitoradas)
- Índice de medo e ganância: 73 (ganância)
- Moeda do momento na live: HBAR
Dados de 29/09/2026 às 18:05 (Brasília), da nossa live 24 h. Acompanhe ao vivo no YouTube.
Ferramentas para acompanhar agora
- Long/Short Ratio e Open Interest: quem está comprado e vendido agora
- Monitor de RSI: sobrecompra e sobrevenda de várias moedas ao mesmo tempo
- Monitor de Tendência: a direção do mercado em vários tempos gráficos
Leia também: Entenda o long/short ratio e o open interest
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